Viagem à roda do teu nome 

Há alguns dias fizemos o curso de preparação para o batizado do Rico Filho (hj em dia, ao que parece, há uma necessidade extrema de nos documentarmos e prepararmos para tudo). Questões de fé à parte, antes de terminar, fizeram-nos uma pergunta que nos obrigou a reflectir: pensem no nome que escolheram para os vossos filhos e que projeto de vida desejaram para eles.

Houve pais a desfilarem as origens históricas e bíblicas das suas escolhas.  Eu, timidamente, disse apenas que não tínhamos escolhido o nome em particular pelo significado da palavra em si mas sim pelo que ele significava para nós. 

A verdade é que Vasco não tem uma origem etimologicamente relevante.  Qualquer pesquisa rápida releva que é “originário do país Vasco”, o que não é, propriamente, uma grande motivação para assim batizarmos o nosso filho. No entanto, para mim Vasco sempre foi um nome que associei a personalidades fortes, a pessoas com carácter marcado e apetite pela vida. 

Há uma expressão castelhana que o resume na perfeição: ” tener ángel“. O que se traduz por ser uma pessoa com aquele “brilhozinho” especial, que os franceses tão bem apelidam de “je ne sais quoi”. No fundo, ao chamar-te assim o que te desejamos, qual fada madrinha da Bela Adormecida (a boa, claro, que para madrasta já basta a vida), é que tenhas esse encanto próprio que te há-de permitir VIVER, com vontade e intensidade e sempre com um “brilhozinho nos olhos”. 
E tudo isso se assina(rá) com uma só palavra e tudo o que nela caberá: Vasco.  

Preenchee-a bem.

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