Ao Rico Pai:

Quando perguntei ao Rico Pai se já tinha lido o blog, e visto que voltara a escrever  (com muitos hiatos, eu sei, perdoem-me) fez um comentário que me deixou a pensar. Disse que nunca falava dele.

Fiquei a pensar porque está sempre presente nos meus/ nos nossos dias. Seja de manhã quando dá o primeiro biberon quando o V. acorda e o sol ainda desponta, tímido lá fora ou quando eu saio para o trabalho e ele tem todo o tempo do mundo (mesmo não o tendo) para ir dar uma volta com a “maivelha” , que abana, impaciente a cauda, mal o primeiro de nós dá sinal de abrir os olhos.  Seja à noite, quando transforma a hora do banho num momento de gargalhadas e a nossa banheira numa piscina olímpica onde há espaço para todas as brincadeiras. 

Está presente quando estou cansada e o V. teima em manter os olhos abertos, desafiando a hora de deitar e os limites da minha paciência e lhe passo o testemunho , que aceita sem reclamar. 

Está presente quando enfrenta um dia repleto de reuniões e trânsito mas nos apanha no passeio diário a tempo de uma imperial acompanhada de bolachas para o V. no café em frente da nossa casa.

Está sempre lá quando, invariavelmente, aos domingos de manhã, vai com o Rico Filho à natação, num momento só dos dois, e regressa para me relatar as aventuras.

Quando tenho um jantar com amigas e move mundos e fundos para poder ser ele quem fica de serviço nessa noite.

Quando me pergunta como foi o meu dia e ouve com toda a paciência do mundo.

Quando o leva ao colo e lhe dá a mão para que possa testar a ainda insegurança dos seus primeiros passos.

Quando o veste, mesmo que nada esteja a condizer.

Quando me dá a mão a mim smp q preciso ou só pq sim.

Quando sorri, orgulhoso, dos quatro que somos.

Quando remete o surf para as 6 da manhã para poder regressar a tempo de estarmos juntos.

Quando não reclama por ver a nossa série favorita, mm q esteja tão cansado que adormeça smp no sofá.

Quando lhe descasca a fruta. E às xs tb a mim porque sabe que adoro, mm q ache uma mariquice.

Quando brincam de uma forma que é só deles.

Quando é o primeiro a voluntariar-se para lhe montar a cama ou o brinquedo mais complicado. 

Quando regressa do trabalho com os iogurtes-que-só-podem-ser-aqueles-e-nao-há-em-quase-nenhuns-supermercados.

Quando me trouxe um cornetto de morango logo a seguir ao parto pq sabia q era por aquilo que eu suspirava.

Quando lhe deu banho pela primeira x pq eu achava q era de louça.

Quando olho para ele e vejo refletido um amor que não tem medida.

A verdade é que concluí que não falo sempre dele pq ele faz parte de todas as histórias e não precisa de menções honrosas pq ele é um enredo. Ele é. Pai. Marido. O meu melhor amigo. 

Não sei daqui a quanto tempo irá ler isto mas quando o fizer quero que saiba que é O Rico Pai. E q sorte temos nós que faça das nossas tão ricas vidas…

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